terça-feira, 3 de março de 2026

CNM(CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS MUNICÍPIOS (CNM) e a Contradição da Valorização Docente: Falta de Recursos ou Falta de Prioridade?

 



A (CNM) volta a afirmar que muitos municípios não conseguem cumprir integralmente o Piso Nacional do Magistério. O argumento é conhecido: impacto financeiro, limite prudencial, inviabilidade orçamentária.


Mas a realidade em diversas redes municipais revela outra contradição.


Municípios que alegam não ter recursos para pagar o piso:

– ampliaram o número de contratados temporários na educação

– expandiram cargos comissionados

– mantêm vínculos precários em larga escala

– convivem com alta rotatividade docente


Se há orçamento para multiplicar contratos frágeis,

por que não há para garantir carreira estruturada e valorização permanente?


O Piso Nacional não é favor. Sua constitucionalidade foi reconhecida pelo . Trata-se de garantia mínima legal e princípio constitucional de valorização do magistério.


Responsabilidade fiscal não pode ser seletiva.

Não pode atingir apenas quem está na sala de aula.


Precarizar sai mais caro:

– enfraquece o vínculo pedagógico

– compromete a qualidade do ensino

– aumenta a judicialização

– adoece a categoria


O Brasil estruturou o (Fundeb) justamente para financiar a educação básica e assegurar a valorização dos profissionais.


Atacar o piso enquanto se amplia contratação precária não é ajuste fiscal.

É escolha política.


Valorização docente não é gasto.

É investimento na escola pública.

É garantia de dignidade profissional.

É compromisso com o futuro.


E quem vive a escola pública sabe:

quando o professor é tratado como variável de ajuste,

quem paga a conta é a educação.

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