terça-feira, 15 de setembro de 2026

DEFICIÊNCIA E SUICÍDIO: O QUE A ESCOLA PRECISA FALAR/ Setembro Verde e Amarelo



 Setembro Verde nos lembra da importância da inclusão e dos direitos das pessoas com deficiência. Setembro Amarelo nos lembra da importância de cuidar da saúde mental e de prevenir o suicídio.


Mas o que esses dois movimentos têm em comum?


A resposta passa por uma questão fundamental: ninguém consegue preservar sua saúde mental em um ambiente que exclui, isola ou desrespeita.


No ambiente escolar, essa realidade precisa ser discutida com seriedade. Alunos com deficiência podem enfrentar barreiras, isolamento e capacitismo. Ao mesmo tempo, professores também enfrentam sobrecarga, esgotamento e falta de apoio para lidar com os desafios da inclusão.


Neste vídeo, faço uma reflexão a partir da minha experiência como professor, historiador e pessoa com deficiência adquirida, buscando conectar inclusão, combate ao capacitismo e saúde mental.


Não se trata apenas de falar sobre inclusão durante uma campanha.


Trata-se de perguntar:


Estamos realmente construindo escolas inclusivas, acolhedoras e humanizadas?


Inclusão não é favor. É direito.


E cuidar da saúde mental também exige combater os ambientes que produzem exclusão, silêncio e invisibilidade.


Se esta reflexão fizer sentido para você, deixe seu comentário, compartilhe o vídeo e ajude a ampliar esse debate.


sábado, 22 de agosto de 2026

A INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA É A BATALHA QUE VALE A PENA LUTAR

 



Ao longo da vida, escolhi muitas batalhas que não mereciam o meu esforço.

Com a maturidade, aprendi que nem toda batalha precisa ser travada  e que uma verdadeira batalha deve ser escolhida com sabedoria.

Hoje, escolho lutar por uma causa que considero maior do que qualquer disputa pessoal:

A inclusão e os direitos das pessoas com deficiência.

Porque algumas batalhas não são apenas nossas.
São batalhas por dignidade, respeito, igualdade e justiça.

E essa é uma batalha que vale a pena lutar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

INCLUSÃO ESCOLAR NO BRASIL: Entre a Garantia Legal e a Realidade


 
 


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sábado, 15 de agosto de 2026

INCLUSÃO NÃO TEM LADO POLÍTICO. TEM COMPROMISSO

 

Imagem criada por I A

Como pessoa com deficiência, defendo que, na hora de votar, não devemos avaliar candidatos pelos sorrisos, abraços ou discursos de campanha.

Devemos olhar para o compromisso real com a inclusão das pessoas com deficiência.

Independentemente de ideologia política, partido ou de estar na situação ou na oposição, o que importa é:

Quais propostas apresenta?
Quais ações realiza?
Quais resultados entrega?

A inclusão não pode ser apenas discurso de campanha. Precisa estar presente nas políticas públicas, no orçamento, na acessibilidade, na educação, na saúde, no trabalho e na garantia de direitos.

Vote com consciência. Avalie atitudes, não sorrisos.

Porque inclusão é direito, não favor.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Proposta prioriza atendimento remoto para pessoas com deficiência com dificuldade de locomoção

 O projeto de lei está em análise na Câmara dos Deputados

Da Agência Câmara - 03/08/2026 - 19:00

Fonte: Agência Câmara de Notícias





 Projeto de Lei 1253/26 proíbe órgãos públicos de exigirem, como regra, o comparecimento presencial de pessoas com deficiência quando o deslocamento representar um sacrifício exagerado ou indevido. O texto altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência para estabelecer que a administração deve priorizar, nesses casos, o atendimento remoto via canais digitais ou telefônicos acessíveis.

Pela proposta, o poder público deve garantir sites e aplicativos adaptados, além do uso de assinaturas eletrônicas para validar documentos. Também será proibida a exigência de documentos que a administração já possua em suas bases de dados, facilitando o compartilhamento de informações entre os órgãos e reduzindo a burocracia para o cidadão.

A exigência de presença física passará a ser uma medida excepcional. Caso um órgão obrigue a ida presencial, a autoridade responsável deverá justificar por escrito o motivo de o serviço não ser realizado de forma remota. Se a tecnologia for insuficiente, o contato deverá ser feito na residência da pessoa ou permitir que ela seja representada por um procurador.

O projeto também assegura o atendimento domiciliar para perícias médicas e sociais do INSS, atendimentos de saúde pelo SUS (públicos ou conveniados) e serviços de assistência social.

"A proposta eleva a tecnologia ao papel de instrumento de inclusão e autonomia, garantindo racionalidade e respeito à dignidade humana", justificou o autor da proposta, deputado Helder Salomão (PT-ES).

Próximas etapas

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Radar da Inclusão 2026 busca realidade sobre mercado de trabalho da pessoa com deficiência no Brasil

 Por Jornalismo Diário PcD

31/07/2026






Levantamento realizado pela Talento Incluir, Pacto Global da ONU e Instituto Locomotiva busca atualizar informações e aprofundar entendimento sobre desafios estruturais, saúde mental e inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.



A Talento Incluir já iniciou a coleta dos dados para a 3ª edição da pesquisa “Radar da Inclusão 2026: empregabilidade de pessoas com deficiência”, em parceria com o Pacto Global da ONU – Rede Brasil e realização do Instituto Locomotiva – com o apoio do Diário PcD.

O levantamento tem como objetivo atualizar o cenário nacional do tema no mercado de trabalho, identificar barreiras persistentes e gerar dados que contribuam para o emprego digno, a construção de políticas e estratégias mais eficazes nas empresas.

A pesquisa pode ser respondida por pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes, com 18 anos ou mais, de todo o Brasil, até dia 14/8 diretamente no link https://hubs.ly/Q04pX-P90

O resultado da análise deve ser divulgado em setembro deste ano.

Com um questionário mais enxuto, acessível e com tempo médio de resposta de cerca de 15 minutos, a nova edição busca ampliar a taxa de participantes e garantir uma base ainda mais representativa.

Evolução da metodologia e foco mais estratégico

Sempre em evolução, a nova plataforma traz os seguintes avanços:

  • Redução do tempo de preenchimento;
  • Simplificação da linguagem, com foco em acessibilidade comunicacional;
  • Priorização de temas diretamente relacionados ao mercado de trabalho;

Novos temas: saúde mental e qualidade da inclusão

Entre as novidades desta edição, está a inclusão estruturada de perguntas sobre o impacto do trabalho na saúde mental das pessoas com deficiência, abordando o tema de forma mais direta. A iniciativa responde a um dos principais achados da edição anterior e amplia o olhar sobre inclusão para além do acesso ao emprego, considerando também permanência, bem-estar e desenvolvimento

RESULTADOS ANTERIORES

Os resultados dos levantamentos feitos em 2024 e 2025 apontam que a inclusão ainda enfrenta desafios estruturais relacionados ao capacitismo, acessibilidade, permanência e desenvolvimento de carreira

Radar da Inclusão 2024: principais achados

Em 2024, a 1ª edição ouviu 1.230 pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes, maiores de 18 anos, em âmbito nacional. O principal destaque da pesquisa foi que 9 em cada 10 profissionais (90%) já sofreram capacitismo no ambiente de trabalho. Embora 84% dos episódios tenham ocorrido enquanto a pessoa estava empregada, apenas 35% relataram o caso à empresa. Além disso, entre aqueles que denunciaram, 4 em cada 10 não se sentiram acolhidos ou respeitados pela empresa.

Naquela edição, a pesquisa mostrou que 8 em cada 10 pessoas já se sentiram prejudicadas profissionalmente por terem deficiência ou neurodivergência. Embora 76% afirmem que sua condição não interfere ou pode até contribuir positivamente para o trabalho, 6 em cada 10 acreditam que ela reduz as chances de conseguir um bom emprego.

Já na edição de 2025 foram 1.765 participantes e a pesquisa ampliou o olhar para temas como acessibilidade, carreira e saúde mental. O destaque foi que 56% dos profissionais já enfrentaram barreiras de acessibilidade que prejudicaram seu desempenho e bem-estar no trabalho.

Embora tenha apresentado leve redução em relação a 2024, ao menos 86% já sofreram capacitismo no ambiente de trabalho. Apenas 23% dos que sofreram capacitismo reportaram o caso à empresa e entre os denunciantes, 78% afirmaram não se sentir totalmente acolhidos.

A pesquisa evidenciou dificuldades de crescimento profissional. Para os participantes, 66% acreditam que as oportunidades oferecidas pelas empresas não são equânimes, enquanto 67% nunca foram promovidos no emprego atual e 41% dos profissionais estavam há mais de três anos na mesma empresa.

Um dos dados inéditos da edição 2025 apontou que 77% não se sentem totalmente confortáveis para falar sobre saúde mental com RH ou lideranças.

Ao Diário PcD, Tábata Contri, Consultora de Diversidade, Equidade e Inclusão da Talento Incluir afirmou que “os dados das duas edições convergem para uma mesma conclusão: o desafio da inclusão não está apenas na contratação, mas principalmente na permanência, no acolhimento, na acessibilidade e nas oportunidades de desenvolvimento de carreira. Embora haja avanços no cumprimento das cotas, a experiência cotidiana de profissionais com deficiência e neurodivergentes ainda é marcada por capacitismo, barreiras estruturais e dificuldade de crescimento profissional”.



quinta-feira, 30 de julho de 2026

Impessoalidade, LBI e o silêncio institucional: quando a omissão diante da inclusão se torna descumprimento da lei

  



Há uma cena que se repete, com pequenas variações, em redes de ensino de todo o país. No microfone, em datas simbólicas, discursos vibrantes sobre inclusão, diversidade e equidade. Nos bastidores, propostas concretas como a criação de um núcleo de inclusão e diversidade na escola  engavetadas, sem retorno, sem prazo, sem explicação.


Essa contradição não é um detalhe administrativo. Ela é reveladora. E se torna ainda mais grave quando a proposta ignorada não vem de qualquer professor, mas de um professor com deficiência  alguém que fala de inclusão não apenas como conteúdo pedagógico, mas como experiência vivida. Nesse caso, o silêncio deixa de ser apenas uma falha de gestão: ele toca em princípios constitucionais e em direitos previstos em lei.


 A inclusão como vitrine


Quando um gestor público defende publicamente a inclusão, mas não responde a um professor que apresenta uma proposta estruturada para institucionalizar essa mesma pauta em sua rede, algo importante se evidencia: o discurso não nasceu de convicção, nasceu de conveniência. É o que podemos chamar de inclusão performática aquela que existe no plano simbólico, na foto, na fala de abertura de evento, mas que não resiste ao teste mais simples de todos: transformar-se em política, em estrutura, em orçamento.


A inclusão de vitrine cumpre uma função política clara: legitima o gestor perante a opinião pública, perante órgãos de controle, perante a comunidade escolar. Mas ela não compromete ninguém, porque não se converte em ação. E é justamente aí que a proposta ignorada se torna incômoda  porque ela pede que o discurso se prove.


 A impessoalidade que a Constituição exige  e a gestão nega


O artigo 37 da Constituição Federal estabelece que a administração pública deve obedecer, entre outros, ao princípio da impessoalidade. Esse princípio significa que o agente público não administra em nome próprio, de acordo com preferências, afinidades ou conveniências pessoais  ele administra em nome do interesse coletivo, com isonomia de tratamento a todos os que se dirigem a ele.


Quando um gestor responde a demandas que lhe interessam politicamente, mas ignora uma proposta técnica e legítima  formalizada por um servidor, dentro de sua própria rede de ensino ele rompe com esse princípio. A impessoalidade não é apenas ausência de perseguição; é também a obrigação positiva de tratar com equidade toda demanda legítima, independentemente de quem a formula ou do quanto ela é conveniente à imagem do gestor. Silenciar seletivamente diante de uma proposta de inclusão, enquanto se discursa sobre inclusão em outros espaços, é uma forma de gestão pessoal disfarçada de gestão pública.


 O silêncio também é resposta


Não retornar não é neutralidade. É uma escolha. Quando um professor formaliza uma proposta de criação de um núcleo de inclusão e diversidade, ele está fazendo exatamente o que se espera de quem atua na ponta da educação: transformando princípio em prática, sensibilidade em política pública. Ignorar essa proposta é comunicar, ainda que silenciosamente, que o tema não é prioridade  por mais que o discurso oficial diga o contrário.


Esse silêncio tem custo. Ele desmobiliza professores que se arriscam a propor mudanças. Ele sinaliza à comunidade escolar que a inclusão é pauta de ocasião, não de gestão. E, sobretudo, ele adia  mais uma vez  o direito de estudantes com deficiência, neurodivergências e outras formas de diferença a uma escola verdadeiramente pensada para acolhê-los.


 Quando o silêncio recai sobre quem tem deficiência: o que diz a LBI


A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) não trata a inclusão como gentileza institucional, mas como direito. Ela define a discriminação em razão da deficiência de forma ampla: qualquer distinção, restrição ou exclusão  inclusive por omissão  que tenha o propósito ou o efeito de prejudicar o reconhecimento ou o exercício de direitos da pessoa com deficiência em igualdade de condições com as demais pessoas. A lei é explícita ao considerar que a discriminação pode se manifestar tanto por ação quanto por omissão.


É esse detalhe que muda o peso da história. Quando a proposta ignorada parte de um professor com deficiência — alguém que, por vivência própria, entende com profundidade o que significa não ser visto, não ser ouvido, não ser considerado — a indiferença institucional deixa de ser apenas desorganização administrativa. Ela passa a repetir, dentro da própria gestão, o mesmo padrão de invisibilização que a LBI foi criada para combater.


Há uma ironia dolorosa nisso: o gestor que discursa sobre inclusão silencia justamente diante de quem tem mais autoridade para falar sobre o tema  não apenas teórica, mas existencial. Ignorar essa proposta é desperdiçar, por indiferença, um saber que nasce da experiência de viver a exclusão na pele. E é, também, colocar a própria gestão em contradição direta com uma lei que ela tem o dever de cumprir e promover ativamente, não apenas citar em discursos.


 Discurso e gestão não são a mesma coisa


É preciso separar dois planos que frequentemente se confundem: o discurso institucional e a gestão institucional. O primeiro é feito de palavras; o segundo, de decisões, recursos e estruturas. Um gestor pode dominar perfeitamente o vocabulário da inclusão  usar os termos certos, citar os documentos certos, adotar o tom certo  e, ainda assim, sustentar uma gestão que não inclui.


A inclusão real não se mede pelo que se diz em um discurso de abertura de ano letivo. Mede-se pela existência (ou ausência) de política de formação continuada, de profissionais de apoio, de adaptações curriculares, de estrutura física acessível, de escuta institucional às propostas que vêm de dentro da escola. Mede-se, também, por gestores que respondem mesmo quando a resposta é um não fundamentado porque respeitam quem propõe.


 O papel de quem propõe e não é ouvido


Para o professor que vive essa experiência, fica a pergunta legítima: e agora? A resposta não é desistir da pauta, mas talvez mudar a estratégia  agora com respaldo legal mais claro:


- Formalizar a proposta por escrito, com protocolo, criando registro oficial da data de apresentação e da ausência de resposta.

- Citar expressamente o dever de impessoalidade (art. 37 da CF/88) e o dever de resposta às demandas formais dirigidas à administração pública.

- Registrar a omissão à luz da LBI especialmente se houver indícios de que o silêncio se repete ou se agrava por se tratar de proposta de um servidor com deficiência o que pode configurar discriminação por omissão, nos termos da própria lei.

- Buscar espaços colegiados, conselhos escolares, sindicatos, conselhos municipais ou estaduais de educação  que possam dar publicidade e força institucional à demanda.

-*Acionar, se necessário, o Ministério Público, a Ouvidoria ou o órgão de controle competente, apresentando a documentação da proposta e da ausência de retorno.


Porque, no fim, gestores públicos têm dever de resposta às demandas formais que recebem  isso não é favor, é obrigação inerente à função pública. E quando essa omissão atinge uma pessoa com deficiência, ela deixa de ser apenas uma falha de gestão: passa a ser uma questão de direito.


 Uma provocação final


Talvez a pergunta mais urgente não seja "por que esse gestor não respondeu?", mas "o que aconteceria se todo discurso de inclusão precisasse, obrigatoriamente, vir acompanhado de uma prática correspondente?". Se cada fala sobre diversidade em um palco público fosse cobrada com a mesma intensidade nos corredores da gestão, talvez menos propostas ficassem esquecidas em uma caixa de e-mail.


A inclusão não se sustenta em discurso. Sustenta-se em escuta, em estrutura e em coragem de transformar palavra em política. Enquanto isso não acontece, cabe a nós  professores, pesquisadores, gestores comprometidos, familiares continuar nomeando essas contradições. Porque nomear é o primeiro passo para não normalizá-las.


Damásio Ferreira


Os prejuízos pela falta de implementação da Avaliação Biopsicossocial Unificada no Brasil

 





Últimos estudos foram apresentados em 2024 ao Governo Federal, mas implementação segue indefenida

A não implementação da Avaliação Biopsicossocial Unificada da Deficiência no Brasil faz com que milhões de pessoas com deficiência continuem enfrentando desigualdade, insegurança jurídica, burocracia excessiva e critérios diferentes para acessar direitos básicos.

Prevista na Lei Brasileira de Inclusão desde 2015, a avaliação ainda não foi plenamente regulamentada e aplicada de forma nacional e integrada.

Em 2023 foi criado o Grupo de Trabalho Interministerial, instituído pelo Decreto nº 11.487 de 2023, com o objetivo de desenvolver uma proposta de avaliação biopsicossocial unificada da deficiência no Brasil Em 2024 o Governo Federal recebeu do Grupo de Trabalho uma proposta de implementação

https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/pessoa-com-deficiencia/acoes-e-programas/relatorio-final-gt-avaliacao-biopsicossocial-de-2024

Hoje, uma das principais perdas para os brasileiros é a falta de uniformidade nos critérios de reconhecimento da deficiência. Na prática, cada órgão público, concurso, tribunal, instituto previdenciário ou programa social pode usar parâmetros diferentes para avaliar a mesma pessoa. Isso gera situações em que um cidadão é reconhecido como pessoa com deficiência em um órgão, mas tem o mesmo direito negado em outro.

A proposta da Avaliação Biopsicossocial Unificada busca justamente substituir o modelo puramente médico, centrado apenas no diagnóstico e no CID, por uma análise mais ampla das barreiras sociais, ambientais e funcionais enfrentadas pela pessoa. O modelo segue a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e a própria Lei Brasileira de Inclusão.

O Diário PcD entrevista Loni Mânica, Doutora em Educação – Pedagogia Social UCB- Universidade Católica de Brasília (2010-2013) e Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM (1988-1998) 1

DEFICIÊNCIA E SUICÍDIO: O QUE A ESCOLA PRECISA FALAR/ Setembro Verde e Amarelo

  Setembro Verde nos lembra da importância da inclusão e dos direitos das pessoas com deficiência. Setembro Amarelo nos lembra da importânci...