quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Inclusão não é discurso. É responsabilidade


Em 2026, novas diretrizes para a educação inclusiva entram em vigor, reafirmando direitos garantidos pela e pela .

No papel, tudo é inclusivo.
Na prática, quem sustenta a política somos nós, professores.

Eu escrevo como docente da escola pública.
Escrevo como homem que adquiriu uma deficiência após um AVC.
Eu vivo a inclusão dos dois lados.

E preciso dizer:

 Inclusão sem estrutura não é inclusão.
É abandono institucional disfarçado.

Não se faz inclusão com:

  • Turmas superlotadas
  • Falta de profissionais de apoio
  • Ausência de formação prática
  • Escassez de recursos adaptados
  • Pressão por resultados padronizados

O professor não é o problema.
O professor está sobrecarregado.

Meus colegas querem incluir.
Querem acertar.
Mas estão exaustos.

A inclusão verdadeira exige: 

 Investimento real
 Formação continuada
 Redução do número de alunos por turma
 Equipe multiprofissional
 Planejamento remunerado

Sem isso, a política vira discurso.

E eu afirmo com clareza:

Não aceitarei que a inclusão seja construída às custas do adoecimento docente.
Não aceitarei que a responsabilidade seja transferida para quem já mantém a escola funcionando.

Inclusão é direito do aluno.
E também é direito do professor trabalhar com dignidade.

A escola pública merece mais que aplausos institucionais.
Merece estrutura.
Merece compromisso.
Merece respeito.

Quem está na sala de aula sabe:
A inclusão real começa quando o discurso termina.


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