Vamos falar sério: um professor que sofreu um AVC e adquiriu uma deficiência continua sendo educador.
O que muda não é sua capacidade, mas a forma como o sistema passa a tratá-lo.
E aqui está o problema: a deficiência não exclui, mas a má vontade dos gestores da educação sim.
Quantos profissionais incríveis, com anos de dedicação, são empurrados para a margem por pura negligência institucional?
Quantos são ignorados, desvalorizados, descartados como se o saber que carregam tivesse prazo de validade?
Isso é violência simbólica.
É uma forma silenciosa de apagar vozes que ainda têm muito a ensinar.
A deficiência não é o fim.
É uma nova etapa, que exige adaptação, respeito e suporte.
Mas o que muitos recebem é indiferença, burocracia e portas fechadas.
E nós vamos aceitar isso?
Não.
Não podemos normalizar a exclusão.
Não podemos permitir que gestores que deveriam promover inclusão sejam os primeiros a sabotar o direito de permanecer.
O professor com deficiência é educador. É exemplo. É resistência.
A educação precisa urgentemente deixar de ser seletiva e começar a ser verdadeiramente inclusiva.
Porque enquanto houver exclusão, não há justiça. Não há humanidade. Não há educação.
Se você é gestor, professor, aluno ou cidadão: reflita, denuncie, cobre.
A luta pela inclusão não é favor é direito

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