quinta-feira, 4 de setembro de 2025

EDUCAÇÃO PÚBLICA: Gestão Não É Palanque

 


Em  tempos em que a política se confunde com espetáculo, é urgente reafirmar que a gestão da educação pública mun não pode e não deve servir como vitrine para marketing pessoal. A escola não é palco, o aluno não é figurante, e o professor não é coadjuvante de projetos de vaidade. A educação é um direito constitucional, um instrumento de transformação social, e deve ser tratada com responsabilidade administrativa, planejamento eficiente e compromisso pedagógico.


A falácia da gestão personalista


É comum vermos gestores que transformam ações pontuais em grandes campanhas de autopromoção. Uma reforma de escola vira sessão de fotos. A entrega de kits escolares se transforma em evento com transmissão ao vivo. Mas onde está o plano de formação continuada dos professores? Onde estão os indicadores de aprendizagem? Onde está o investimento em práticas pedagógicas que realmente impactam o desenvolvimento dos alunos?


A gestão personalista ignora o coletivo. Ela mascara a ausência de políticas públicas estruturantes com ações superficiais e midiáticas. E o resultado? Escolas com infraestrutura precária, profissionais desvalorizados e estudantes sem acesso a uma educação de qualidade.


O que deveria estar em pauta


Uma gestão educacional séria precisa de:

- Planejamento organizacional estratégico, com metas claras e mensuráveis.

- Formação docente contínua, valorizando o saber pedagógico e a prática reflexiva.

- Participação democrática, ouvindo professores, alunos, famílias e comunidade.

- Avaliação constante, não apenas de desempenho escolar, mas da efetividade das políticas públicas.

- Transparência na aplicação dos recursos, com prestação de contas acessível à população.


 O preço da negligência


Quando a educação é tratada como trampolim político, quem paga a conta é a sociedade. Crianças e jovens são privados de oportunidades reais de crescimento. O ciclo da desigualdade se perpetua. E a escola, que deveria ser espaço de emancipação, se torna cenário de promessas vazias.


 Educação é compromisso, não campanha


É preciso romper com a lógica do marketing e assumir a educação como prioridade de Estado não de governo. A gestão pública educacional deve ser feita com técnica, ética e escuta. Porque cada decisão tomada dentro de uma secretaria de educação impacta diretamente o futuro de milhares de vidas.

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